Lothar S. Mustang

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Lothar S. Mustang

Mensagem por Lothar S. Mustang em Sex Maio 06, 2011 7:43 pm





Nome do Personagem: Lothar Shade Mustang

Nome do Char: Lothar S. Mustang

Classe: Guardião Real

Profissão: Aventureiro da Dark Scale e errante*
*:
      O Errante é um guerreiro independente que vaga pelo mundo procurando por aventuras e oferecendo sua assistência para quaisquer seres bons em necessidade. Embora ele tecnicamente deva lealdade a um governo ou igreja, ele tem poucas, se alguma, obrigação formal. Seus superiores lhes garantiram uma tempo indefinido de ausência para perseguir seus próprios interesses e trilhar seu próprio caminho.
      Um Errante pode ter sua independência garantida por que seu governo não tem mais a nessecidade de um exército permanente, ou por que os sábios de sua igreja o encorajaram a explorar o mundo fora de suas jurisdições e relatar suas descobertas. Mas geralmente, entretanto, os governos e igrejas lhe garantem independência por razões econômicas. Um Errante assume responsabilidade pelos seus próprios equipamentos e fundos, permitindo o uso do tesouro oficial para gastos mais urgentes.

Afinidade Elemental: Trovão

Idade: 28 anos

Altura: 1,85m

Peso: 108Kg

Raça: Humano

Voz: Possui um tom imponente, mas prefere falar quase sempre de forma calma

Nacionalidade: Nascido em Prontera, mas criado em Lighthalzen

Rosto: Quadrado com traços retos e possui uma cicatriz característica horizontal um pouco acima do nariz

Cor da pele: Bronzeada

Cor dos cabelos: Castanhos claros

Cor dos olhos: Tonalidade cinza

Tipo físico: Forte

Cheiro: Metal

Data de nascimento: 05 de Outubro

Comida Favorita: Arroz

Bebida Favorita: Leite - "Faz bem para os ossos e alimenta" é o que o mesmo diz.

Signo: Libra

Ascendente: Capricórnio

Signo Chinês: Cavalo

Tipo sanguíneo: A-

Orientação religiosa: Cristão**
**:
Entenda-se como Cristão, a religião dominante na terra de Moscóvia. Embora não hajam maiores informações in-game sobre ela, eu considero-a funcionando como o cristianismo original, estou ciente que no cenário do Ragnarök é uma religião quase nula e acarreta para Lothar preconceito e má fama.

Alinhamento: Ordeiro e Bom

Mão dominante: Destro

Clã: Dark Scale



Personalidade:

      Como todo ser humano, descrever o que se passa na cabeça de Lothar e determina sua personalidade e um desafio praticamente impossível. Talvez seu dom mais notável seja o carisma, influenciando pessoas e ambientes onde estão de uma forma natural e agradável.
      Busca sempre criar um relacionamento de amizade com todos ao redor, embora sempre cuidadoso para não ser enganado por pessoas falsas. Nas suas tentativas de amizade com estranhos, adora ouvir suas histórias, uma forma de conseguir mais informações sobre elas. Dessa forma, se existe uma coisa que Lothar tem, são os mais variados - e bizarros - tipos de contatos.
      Há quem diga que ele é um líder por natureza, consequência dos ensinamentos de seu falecido mentor, Alexander Eisenheim II, mas sempre que tocam no assunto o mesmo prefere evitar tais responsabilidades.
      Seu humor é variável, de acordo com a pessoa ao qual está lhe dando: Com seus amigos costuma ser brincalhão e sacana, enquanto para seus inimigos gosta de manter a pose de frio e esperto. Nunca perde a chance de fazer uma piada ou brincadeira com alguém, mesmo exagerando algumas vezes e se arrependendo mais tarde.
      Se considera um "mestre no improviso", tomando na hora H a atitude mais inesperada possível para pegar de surpresa os inimigos. (O que não significa que funcione sempre) E por fim, é um imã para desgraças, bastando abrir a boca para falar que nada mais pode dar errado e em alguns segundos o destino conspira contra suas palavras.
      Evita manter preconceitos, porém existe um que não consegue evitar: Fanatismo religioso. Embora seja um guerreiro da ordem sagrada, Lothar tem aversão a pessoas fanáticas de qualquer religião, pois acredita que todos tem direito a terem fé nas divindades que quiserem, porém sem tentar passar por cima dos outros que pensam diferente ou lhes fazer algum mal e isso inclusive foi motivo para muitas represálias em meio aos seus companheiros de classe. Devido a esse preconceito, também acaba por possuir um desgosto pela cidade de Rachel, onde considera a maior população fanática de Rune-Midgard.


Aparência:

      Uma de suas posses que mais se orgulha também é parte de sua indumentária diária, o rubro e plumado chapéu de mosqueteiro. Além dele, também destaca-se o óculos pince-nez que sempre esta acima de seu nariz, disfarçando a característica cicatriz horizontal sob o mesmo. A bela armadura dos Guardiões Reais que o cobre já foi - um dia - brilhante e majestosa, talvez seria até hoje, se o dono não fosse tão descuidado com ela enquanto atua como um defensor do grupo perante os inimigos.
      Em harmonia com todos esses acessórios, Lothar é naturalmente um homem adulto alto, de cabelos lisos, curtos, sem pontas, franjas (apenas uma mecha caída por sobre a lateral do rosto) ou esses penteados que vê por ai, desafiando as leis da gravidade. Nunca foi visto usando barba ou bigode (excerto os de leite), pois não gosta da aparência que seu rosto fica com os pelos faciais.


Equipamento/Vestimenta:


      Utiliza por padrão a armadura dos Guardiões Reais de Schmitz já surrada, a espada "Lorelei" sempre na cintura e o escudo preso as costas, além do rosário moscovita - um dos mais bonitos que já viu - sobre o peito.
      Alternativamente, quando sabe que está indo para uma missão ou luta arriscada que exige o melhor de si, equipa alguns itens à mais: Tira o escudo das costas para ficar preso ao braço esquerdo, carrega de um lado da cintura uma língua de fogo, do outro uma alfange de gelo e Lorelei presa na bainha a suas costas, cruzada com uma lança Gungnir. Usa dois cintos, sendo um deles com essência de fumacento e outro com horong. Um manto de seda na cor verde-esmeralda com essência de frilldora caído sobre os ombros, uma máscara de fugitivo que cobre a metade de baixo do rosto, asas de Sírgun na altura das orelhas e completando a combinação um elmo draconiano no lugar do Mosqueteiro.


Possessões Valiosas:

      Sua espada, Lorelei, é uma arma do elemento trevas feita sob encomenda. O mestre armeiro que a forjou atende pelo nome de Hanzo e habita as terras orientais de Amatsu. Para sua concepção, os metais que formam a lâmina são derivados das quatro armas: Tirfing, Executora, Mysteltain e Vingadora Sagrada. Em sua fórmula, a espada é composta de 75% de trevas e 25% de luz (sendo esses últimos porcentos os mais importantes por estabilizar a energia negra e evitar que seu portador fique louco) adquirindo seu atributo original por predominância do lado escuro. Lothar sempre a carrega, pois cedo descobriu que sua arma é "assombrada" por um tipo de espírito que passou a dividir espaço em sua mente enquanto ele a porta. Não parece uma entidade maligna ou um sexo definido (Lothar a atribuiu esse nome por achar que se trata de um espírito feminino de acordo com o tom de sua voz e aparência), já que é sua confidente e o guia nos momentos em que sua cabeça está cheia de pensamentos ou dúvidas.


Ilustração da espada Lorelei feita por Amanda

      Além da arma principal, o Guardião tem uma adoração por seu belo chapéu rubro. Lothar tem um lado materialista, mas dentre suas diversas posses, apenas essas duas são as que mais se destacam.


Bichos de estimação:

      Lothar teve poucos mascotes em sua vida, sendo seu animal mais marcante um filhote de lobo do deserto, Lucky, que infelizmente faleceu em um acidente proposital. Evita se lembrar disso sempre, pois as memórias lhe trazem a tona uma fase muito difícil da sua infância.


Peculiaridades:

      Não bebe álcool, exceto talvez em ocasiões especiais, prefere mais um bom copo de leite gelado ou quente dependendo do clima e sempre quando o toma faz questão de deixar um "bigodinho de leite" na boca por achar graça de si mesmo.

      Sua outras peculiaridade envolvem o ataque que faz em forma de Z usando a técnica Crux Divinum (Rebatizado pelo mesmo de "Z Divinum") e sua "especialidade" em meter a si e quem mais estiver perto em furadas, porém mestre em sair delas da forma mais bizarra possível.

      Também nunca gostou de usar pecos ou grifos como montarias, pois como costuma dizer: "Se fosse para a gente andar montado em outros animais, pra que então os deuses nos deram as pernas? Eu tenho as minhas para andar!"


Aliados Relevantes:

      Os principais são seus três melhores amigos: Thelastris, Hiei e Kurosaki. (Desses não vendo os dois primeiros a um bom tempo, mas confiando que estão bem)
      Além deles, também Sylphie Eatos, do qual tem uma relação e seu meio irmão Alastor Shade, que passa a maior parte do tempo em Rachel estudando para se tornar um Sumo-Sacerdote de Freya.
      Também considera como aliados Kerdied Draloth e o resto da Chama Prateada; Cabrial do falecido grupo revolucionário "A"; Cal Rasen e o resto da Thurisaz, alguns membros da VII, alguns Ex-Corsários de Aegir e os companheiros da Guilda Dark Scale. Fora outros inúmeros amigos como Ken Nelliw, Rockstar, Lumis, Lucas Rodolfo entre outros.


Inimigos Relevantes:

      De todos os adversários do qual cruzou suas armas, somente um considera seu eterno antagonista: Aiolos De'Marc Fournier, o ex-bardo que desde a infância fez parte de uma relação de amor e ódio com o guardião.


Parentes:

      Até onde sabe é órfão de Pai e Mãe, mas possui pais "adotivos" em Hugel e um meio irmão chamado Alastor Shade, residente de Rachel.



Atributos:

-----------------------------
Força: Alta
Agilidade: Baixa
Vitalidade: Altíssima
Inteligência: Média
Destreza: Média
Sorte: Baixa
-----------------------------
Carisma: Alto
Manipulação: Baixa
Aparência: Média
Percepção: Média
Sabedoria: Média
Raciocínio: Alta
-----------------------------

Perícias:

 - Idiomas: Rune-Midgard, Amatsu, Schwartzwald e Umbalês
 - Carisma
 - Primeiros Socorros
 - Culinária: Nível Básico
 - Manejo de Armas Brancas
 - Manejo de Escudos
 - Uso de armas de fogo de porte leve
 - Combate Corpo-a-Corpo
 - Sobrevivência
 - Diplomacia
 - Improviso

Vantagens:

 - Força de Vontade (Não desiste fácil das coisas)
 - Disciplina (Ex-Militar)
 - Reflexos em Combate
 - Contatos (Conhece os mais diferentes tipos de pessoas)
 - Aliados principais (Thelastris, Hiei e Kurosaki)
 - Liderança
 - Fé

Desvantagens:

 - Má Fama (Visto como mal presságio pelos moradores de Hugel / Mal falado na Ordem Templária)
 - Rival (Aiolos De'Marc Fournier)
 - Preguiça (Tende a dormir até demais, principalmente após um grande esforço físico)
 - Identidade Revelada (Revelado publicamente como um ex-membro da VII)
 - Vício: Leite



      As fanarts presentes aqui do personagem são obras de diferentes artistas e amigos, agradeço a cada um deles com muito carinho.
      P.S. Como são todos desenhos antigos, ainda representam o Lothar como templário, desatualizado de acordo com o estado atual do personagem.

Clique nas miniaturas para ver a versão completa.


Última edição por Lothar S. Mustang em Sab Maio 07, 2011 4:46 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Lothar S. Mustang

Mensagem por Lothar S. Mustang em Sex Maio 06, 2011 7:43 pm


"Senta que lá vem história!"

"Que alegria! A cegonha nos fará uma visita!":
Os Mustangs nunca foram uma família tradicional da capital de Midgard, Prontera. A casa em que moravam ficava no lado ocidental da grande cidade e era do tamanho ideal para qualquer família pequena, pequena exatamente como aquela família ali presente, um homem, uma mulher e uma criança recém-nascida.
Eram meados de 983 D.G. quando o casal Mustang recebeu a noticia que muda a vida de qualquer homem ou mulher, seu primeiro filho, um menino, estava para nascer. Como manda a tradição, houveram alegrias e festividades para aquela família durante meses até o tão esperado nascimento da criança.
O bebê, é claro, nasceu saudável e cresceu como toda criança normal em uma relação familiar instável. Bom, na verdade eu menti, o jovem primogênito Mustang nasceu e cresceu saudável, porém definitivamente não em uma relação familiar instável. Dizem que quando as portas estão trancadas, as cortinas fechadas e as luzes apagadas, o que acontece dentro de uma casa só diz respeito a família que há habita. Isso é bem verdade em nossa história, pois as polêmicas que existiam dentro daquela residência eram de conhecimento exclusivo de seus três moradores.
Acontece que o papai Mustang tinha um vício terrível em bebidas alcoólicas e era fraco de corpo e espírito, mas o problema é o que acontece quando um pai de família tem essas tantas fraquezas. Obviamente, ele descontava todas as suas mágoas e flagelos na esposa, que por sua vez recebia todas as agressões e grosserias do marido bêbado pensando no bem de seu filho. Não vamos entrar em detalhes sobre as "intimidades" de uma família aqui, mesmo que se tratem dos protagonistas dessa narrativa e mesmo que não seja algo moralmente aceitável socialmente.
Permitiremos então que a primeira parte chegue ao seu fim aqui.

"Em briga de marido e mulher, talvez uma ajuda aqui seja boa...":
Acabo de notar que chegamos até aqui e eu nem ao menos contei os nomes de nossos protagonistas. Bom, deixarei vocês curiosos um pouco mais quanto aos pais e me focarei agora no ponto de vista do jovem Mustang filho, Lothar Shade Mustang.
Para uma criança de cinco anos é difícil entender os adultos, mas fácil de reconhecer quando algo não está bem, mesmo quando você não tem quase experiência nenhuma nessa vida. Lothar era vítima de uma relação familiar conturbada, sua mãe era uma pobre coitada explorada e o pai, perdoem me a expressão, um grandessíssimo babaca. E como aquela criança pagou com lágrimas, no quarto escuro por debaixo das cobertas ouvindo as discussões, os gritos, a dor... Nenhum adulto pode entender como é o terror de uma criança encolhida sozinha sem ter passado pelo mesmo.
O Mustang alcoólatra, agora conto a vocês, Zieg Luvith Aspen Mustang, tinha um emprego miserável que quase toda a população masculina que viva naquela capital e naquela época tinha. Cavaleiro a serviço na guarda da cidade, obviamente um dos bem medíocres, aqueles que só contam número em exército e talvez um sacrifício durante uma estratégia kamikaze durante a guerra. Talvez esse homem infeliz tivesse seus motivos para ser o que é, não é justo o por como vilão sem conhecer toda a sua história de vida, mas como ele não é o foco aqui, vamos apenas deixar como está. Acontece que depois dias, semanas, meses, anos na mesma rotina maldita, Mustang se cansou e largou o emprego. "Vou para a República me unir ao exército deles! Essa droga de reino está caindo aos pedaços!" Foram suas palavras exatas.
Antes de encerrar a segunda parte, cadê vocês saberem que a esposa não aceitou bem a notícia e finalmente tomou coragem para encara-lo. Em resposta ele partiu para agressão, como todo bom homem covarde que não merece ser chamado de "homem", mas a pior ferida que ele a causou foi ter levando seu filho junto para que o criasse a sua imagem. Pode imaginar a dor que é separar um filho de sua mãe? Lothar e a senhora Mustang nunca se esquecerão de como é.

"Tal pai, tal... Tá brincando comigo, né?":
Me permitam um salto no tempo, ok? Certo, agora estamos em 999 D.G. e o cenário é Lighthalzen, parte da república de Schatzwald, onde Zieg foi começar uma nova vida e arrastou Lothar junto. Nosso infeliz personagem, agora com 12 anos e um pouco mais vivido, simplesmente odiava aquela cidade e seu pai mais ainda. O Mustang revoltado esperou condições melhores, numa sociedade militar mais definida e cheia de oportunidades para um homem que gozava de saúde. Mas ironicamente, ou infelizmente de acordo com o ponto de vista, descobriu uma dura verdade. Tais sociedades utópicas não existem
Acontece que todas as promessas de uma carreira militar de sucesso são falsas. Mustang se enquadrava em alguns dos principais motivos pelos quais homens comuns jamais seriam alguém no exército da república. A começar pelo principal, que era a faixa de idade. Acontece que do ponto de vista dos militares fixos lá dentro, ele era "velho" demais para ser um soldado, claro que uma grande bobagem, mas não era vantajoso para os seus "esquemas". Em segundo vinha a nacionalidade, um estrangeiro vindo de Midgard não é dos melhores recebidos nas fileiras republicanas. Porém, contra tudo e todos, o homem "velho" e forasteiro conseguiu entrar para o grande exército dos sonhos, excerto pelo detalhe de que ele era e nunca deixou de ser em todo seu tempo lá um dos mais inferiores recrutas que tinham. Dá pra imaginar sua revolta com a vida, né? Bom, só para piorar ele descobriu mais tarde que pessoas como ele só tem alguma chance naquela vida se forem "bem faladas" da boca de um oficial já formado la dentro aos superiores, se é que me entendem. E claro que Zieg não era um daqueles casos de sorte em que o pobre negrinho humilhado tem sua "peixada" garantida, afinal isso é enredo para personagens de histórias.
Desse ponto da história, mais duas coisas importantes aconteceram: Mustang pai descontou suas revoltas e decepções em Mustang filho, que por sua vez só colheu um ódio ainda maior. E depois se lembrou que embora ele não tivesse qualquer chance de ser um indivíduo socialmente aceitável no seu meio, ainda restava uma esperança. Lothar tinha idade suficiente para ingressar na carreira militar e quem sabe, chegar a um posto alto.
Pobre garoto infeliz....

"Como amigos assim, quem precisa de um pai alcoólatra?":
Vejamos a lista de coisas que Lothar odeia. Seu pai, a escola militar, seu pai, Lighthalzen, seu pai, álcool, já falei sobre ele odiar o pai? Certo, Mustang filho foi obrigado a virar um cãozinho militar e poderia ter se revoltado e virado um futuro anarquista, mas em toca de lobos, quem não faz parte da matilha é comida. E quem gosta de virar comida? Mesmo ainda odiando tudo e todos ele vestiu a farda e virou um mini-militar naquela escola de garotos ricos e mesquinhos.
Como essa parte é chata de ser contada, vamos acelerar dizendo que ele passava os dias indo para a escola e evitando sua casa o máximo que conseguia, seu esconderijo preferido era a favela, onde todos eram iguais a ele do seu ponto de vista. Não me pergunte como, mas num raro momento de empatia, seu pai lhe deu um filhote de lobo do deserto de aniversário e esse animal era seu único amigo, até o dia em que conheceu o garoto loiro da rua de cima.
Já tinha o visto várias vezes, fazia parte de uma família nobre da cidade e saia pouco, quando saia. Sempre o viu sozinho, pois era algo que tinham em comum, solidão e escapadas de suas vidas rotineiras cheias de responsabilidades. Sinceramente, Lothar não tinha a menor noção de por que diabos um "riquinho" estaria andando com ele e ainda o chamando de amigos, em termos.
Aquele loirinho era um enigma indecifrável para Mustang, não sabia por que andavam juntos, não sabiam o que ele tinha de tão interessante e o modo como o filho da nobreza gostava de se divertir pregando peças as vezes maldosas nele era perturbador. E ironicamente era seu melhor amigo humano, do qual não ousava dispensar por brigas da juventude. Acho que é esse o efeito da solidão e de um pai alcoólatra em uma pessoa sã.
O passar dos meses foi basicamente a dupla andando sempre juntos, Lothar sofendo volta e meia das pegadinhas e o loiro, que por sinal, o nome é Aiolos De'Marc Fournier, sentindo quase um prazer nesses momentos. Por um longo tempo, apesar de tudo, isso foi bom, muito bom. Porém tinha que acabar, e acabou com um desfecho trágico para ambos. Os pais do menino nobre foram mortos em uma operação militar enquanto estavam em viagem ao exterior, isso de alguma forma se transformou num ódio tão doentio que se distorceu em sua mente, culpando o cãozinho militar ali como responsável e sua vingança não poderia ter sido pior. Dominado pelo frenesi, a fúria, a maldade subiu sua cabeça e quem pagou com a vida foi o animal de estimação de Lothar.
E de acordo com as leis da ação e reação, era mais do que justo Mustang virar um animal selvagem e descontrolado quando ficou frente a frente com seu ex-melhor amigo, e raramente uma briga de crianças de 12 ou 13 anos fora tão violenta quanto aquela. Aiolos saiu com um braço quebrado e hematomas diversos, Lothar com um corte no rosto que virou uma cicatriz carregada pela vida toda e o coração ferido. Semanas depois, o que sobrou da família Fournier se mudou, Mustang não veria novamente aquele garoto loirinho tão cedo e seu mascote nunca mais.
Era uma vez um inocente cãozinho. Seu nome era Lucky.
Nunca se esqueça.


Última edição por Lothar S. Mustang em Qui Dez 01, 2011 12:58 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Lothar S. Mustang

Mensagem por Samuel em Sex Maio 06, 2011 8:47 pm

Oinn! Vendo essa ficha até senti a lágrima rolando aqui u_u
Perfeitamente perfeito, só achei alguns atributos um pouco acima da média, e odiei o fato de você não ter colocado o meu nome na ficha Y.Y
E sim, Rachel é amaldiçoada u_u
E eu juro que quase chorei nos desenhos Y.Y Tempos de OT que nunca voltam....
E...*chicoteia até a morte com chicote anti-zy +50* escreva a Biografia U_u
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Re: Lothar S. Mustang

Mensagem por Zero Dozer em Sex Maio 06, 2011 11:02 pm

Cara, pode me ensinar a fazer a galeria como você fez aí? Me ensina as tags, cara, ficou foda!

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Re: Lothar S. Mustang

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